Uma nação opulenta

Lima colonial
O Peru espanhol, que Abreu e Lima conheceu, era bem mais extenso que o atual. Incluía trechos que hoje pertencem ao Chile e a zona então conhecida como Alto Peru, que se destacaria e se transformaria na Bolívia, durante o processo de libertação, assumindo o nome do seu Libertador e pedindo-lhe para redigir sua primeira constituição.
Assim como as outras nações visitadas pelo general, o Peru também se divide em várias regiões geográficas distintas: a planície costeira, que acompanha o oceano Pacífico; a cordilheira andina, que o corta ao meio, de norte ao sul; e as terras amazônicas, a leste.
Já era rico e povoado quando foi conquistado para Espanha, no século XVI, por Francisco Pizarro.
Seus principais produtos agrícolas autóctones eram a batata e o milho – este último tão importante como fonte alimentar para as nações indígenas a ponto de os maias, no Popo Vuh, a chamada “bíblia americana”, afirmarem que o Criador teria feito o primeiro homem de milho. Os europeus, de sua parte, introduziram a cana-de-açúcar, o arroz, a banana, algodão e o café, entre outras culturas, tornado a agricultura peruana muito diversificada.
Outras fontes de riquezas do país já eram, no início do século XIX, a pesca praticada nos seus muitos rios, lagos, e nas águas do Pacífico; a criação de animais como o llama e a alpaca; e, principalmente, a exploração dos seus imensos recursos minerais, tais como ouro, prata, cobre, ferro, fosfatos etc.